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Escrito por Aníbal Gonçalves
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Quarta, 24 Dezembro 2003 00:00 |
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As tradições nem sempre se mantêm, mas algumas persistem e por vezes até se fortalecem. Já não há ninguém para ir buscar a lenha para a fogueira do Natal, no entanto, ela não deixou de se fazer e foi uma gigantesca fogueira. Na falta de juventude interessada nestas coisas, a tarefa coube ao sr. Luís Lopes e ao sr. Manuel dos Santos. Como às vezes muita gente nem sempre ajuda, eles conseguiram juntar uma quantidade apreciável de lenha (como pude verificar no dia 24 ao fim da tarde).
À noite, quando se acendeu a fogueira, as pessoas foram-se juntando, ultrapassando uma centena de pessoas. Ficaram de longe, de costas voltadas para a fogueira, protegendo a cara do calor directo do fogo que pintou de cores quentes toda a Praça da Portela. Cumprimentavam-se os que tinham vindo de longe, reviam-se familiares e amigos enquanto se esperava pela meia-noite. A noite estava fria, caíam uma pingas de água ameaçando nevar, mas tal não chegou a acontecer. Por contratempos do destino (que me presenteou com dores horríveis e um pé inchado, fruto dos meus saltos pelas fragas da Ribeira), tive que me retirar mais cedo não assistindo à Missa do Galo celebrada pelo Sr. Padre Bernardo e ao fogo de artifício que se lhe seguiu.

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