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Com a reestruturação das freguesias forçada pela interversão da Comunidade Europeia no resgate a Portugal, a Freguesia de Zedes está neste momento numa fase bastante complicada da sua existência. Qual será o seu futuro?
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Domingo de Ramos
Escrito por Aníbal Gonçalves   
Quinta, 06 Abril 2006 00:00

A Páscoa é cheia de tradições em todos lugares e também em Zedes. Há hábitos que se foram perdendo com o desenrolar dos anos e outros estão ténues, prestes a serem apagados nas memórias dos cresceram com eles e que vão enfraquecendo em simultâneo.

Durante a Quaresma as imagens dos santos eram tapadas com panos negros em sinal de luto, de recolhimento, sendo retirados no Sábado de Páscoa pelas dez horas. As manifestações de alegria eram contidas, o sino não tocava, não havia cânticos na missa nem flores nos altares.

No Domingo de Ramos cortavam-se ramos de oliveira que se enfeitavam com rebuçados comprados nas tabernas, bolachas e laranjas. Com sorte até se conseguia arranjar um ramo ainda com algumas azeitonas. Na missa cada um segurava o seu ramo, que ostentava com orgulho e protegia contra alguma mão mais descarada que tentava alcançar um dos enfeites. No final, era entregue aos padrinhos, em suas próprias casas, que retribuíam com trigos pequenos, peças de roupa nova ou com folares (dar o folar).

 

No Domingo de Páscoa, o sino tocava de alegria enquanto a Santa Cruz percorria todas as casas da aldeia na Visita Pascal. Ao senhor padre era dado pão de trigo, queijo ou então era colocada uma moeda de dez tostões e mais tarde de dois e quinhentos espetada numa laranja na qual que fazia uma pequena abertura para a segurar. Na Casa Grande o compasso tinha sempre direito a vinho fino.

Hoje já ninguém se preocupa em ter laranjas para a Páscoa e desapareceram também os típicos vendedores de laranjas, que nessa época visitavam as aldeias.

As famílias deslocavam-se à medida que o compasso passava para beijarem a Cruz em casa dos vizinhos ou dos familiares.

Com o fim da Páscoa sentia-se alegria. Jesus tinha ressuscitado mas também tinham terminado os sacrifícios, a abstinência de carne, os jejuns e a Primavera convidava à vida.


Aníbal Gonçalves
10-04-2006

 
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