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Com a reestruturação das freguesias forçada pela interversão da Comunidade Europeia no resgate a Portugal, a Freguesia de Zedes está neste momento numa fase bastante complicada da sua existência. Qual será o seu futuro?
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Há mais um monumento em Zedes
Escrito por Aníbal Gonçalves   
Segunda, 14 Novembro 2011 17:20

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O dia de ontem, 13 de novembro de 2011 será um dia para recordar na freguesia de Zedes. O facto deve-se à inauguração e bênção de um monumento religioso constituído por três cruzes em granito, formando um Calvário. A origem designação de calvário perde-se na memória dos residentes, mas tem agora mais significado. Esta designação é dada a um local situado na estrada M628 (que se inicia no lugar da Sainça, perto de Carrazeda de Ansiães e deveria terminar no Pombal, passando por Areias) a algumas centenas de metros do povoado, antes do cruzamento com a estrada M630 que segue para Pereiros.

 

Este ponto elevado, onde a estrada inflete para começar a descer, sempre foi conhecido pelo nome de calvário. Eu associava a designação à subida íngreme, junto ao solar da família Barbosa, mas há a possibilidade apontada por alguns de que ali tenham existido, em tempos remotos, algumas cruzes, simbolizando o Calvário.

O desafio foi lançado informalmente, várias vezes, pelo sr. Padre Bernardo, natural de Zedes e recebeu eco na Comissão de Festas, em funções há vários anos.

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A obra nasceu, foi inaugurada e benzida pouco depois das 17 horas com a presença do sr. Padre Bernardo e do sr. Padre Belmiro, em funções na paróquia. Esteve presente um grupo de paroquianos bem como um conjunto de lanternas e a Cruz, emprestando mais solenidade à cerimónia.

A localização do monumento e a orientação das três cruzes em granito erguidas, tiveram como referência fatores pouco conhecidos. A localização da cruz central respeita o cruzamento de duas linhas telúricas positivas estando as duas cruzes laterais no prolongamento de uma dessas linhas (Linhas de Ley). Este recursos a campos magnéticos terrestres não é muito utilizado apesar do seu uso ser conhecido há milhares de anos no Egito e na China. Esta utilização da radiação da terra é conhecida como radiestesia mas a designação antiga é rabdomancia. O uso de bastões para detetar linhas de água é conhecido e utilizado com frequência, mas essas práticas são (ou eram) frequentes na localização e orientação das igrejas, na posição dos altares, ou mesmo na localização de monumentos megalíticos, como a anta de Zedes, que nada tem a ver com a cristandade. 

As duas árvores colocadas lateralmente ao calvário também têm o seu simbolismo. À esquerda foi deixado um carvalho, representando uma cultura pré católica, com origem céltica; à direita foi plantada uma velha oliveira, esta representando a religião católica, referida no dilúvio e no jardim das oliveiras, quer no próprio azeite que alimentava a chama nas igrejas, simbolizando a Luz.

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O monumento teve um custo em dinheiro a rondar os 4 mil euros, mas houve algumas contribuições em materiais e em mão de obra. Grande parte do financiamento resultou do saldo positivo da festa do verão passado, a que se juntaram alguns donativos pecuniários. Para completar a quantia necessária recorreu-se ao levantamento de uma pequena parcela depositada no banco, resultante do saldo de festas de S. Bárbara de anos anteriores a 2011. A obra resultou do trabalho de muitas pessoas mas é de realçar o empenho do Sr. Padre Bernardo, impulsionador e acompanhante da implantação do projeto, e de Eurico Carvalho, que encabeça a Comissão de Festas há vários anos e que também disponibilizou o seu trabalho (tal como o pedreiro Manuel Felix, natural de Zedes). O terreno foi cedido pela família de Jerónimo Barbosa, benfeitor a quem a freguesia tem muito a agradecer, e que homenageia com um busto colocado na centro da aldeia.

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Após a bênção do monumento a assembleia regressou em procissão à Igreja Matriz onde se realizou a missa dominical. Para terminar o dia realizou-se um magusto, com um lanche, na sede da Associação Cultural e Recreativa de Zedes.

Anoiteceu cedo e fazia muito vento e frio, pelo que foram poucos os que ficaram à volta da fogueira a ver as bilhós a rebentarem com o calor. O convívio realizou-se mais no interior do edifício onde foi servida carne assada, presunto, pão e vinho a acompanhar as tradicionais castanhas assadas.

Actualizado em Segunda, 14 Novembro 2011 18:35
 
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