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Com a reestruturação das freguesias forçada pela interversão da Comunidade Europeia no resgate a Portugal, a Freguesia de Zedes está neste momento numa fase bastante complicada da sua existência. Qual será o seu futuro?
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Festa de Zedes 2006
Escrito por Aníbal Gonçalves   
Segunda, 07 Agosto 2006 00:00

Teve lugar em Zedes, nos dias 4, 5 e 6 de Agosto, a tradicional Festa de Verão em honra de Santa Bárbara. Muitos foram os que marcaram as férias de forma a poderem estar presentes.

 


Zíngaros de Carrazeda




Equipa Feminina de Futebol

 


A alegria da vitória

 


Um momento de pausa

 


A procissão no Bairro

 


Procissão no Calvário

 


Santa Margarida

 


S. Roque

 

Tal como esperado, a festa de Santa Bárbara foi um sucesso. Os zedenses acorreram em grande número, vindos dos quatro cantos do mundo para estarem junto dos seus e festejarem com alegria e fé as tradições da sua terra natal.

Presenciei esta alegria logo quando cheguei a Zedes pelas 23 horas do dia 4. O largo da Portela, e todas as ruas que lhe dão acesso, estavam repletas de automóveis. O recinto do baile, o campo de futebol de salão, fervilhava de vida e alegria.

O conjunto Rumo Nordeste, vindo da minha “familiar” vila de Mogadouro inundava todo o largo de boa e potente música com a batida necessária para animar. Samba, forró, passo doble e todo o género de música necessária nestas ocasiões.

Pouco dava para conversar, mas, nos intervalos das músicas, aproveitava-se para cumprimentar familiares, amigos e vizinhos.

Em redor do campo as pessoas juntavam-se em grupos de familiares e alguns tinham dezenas de pessoas.

No bar, a cerveja brotava fresquinha da torneira e, embora a noite não estivesse muito quente, bebia-se para aquecer, para animar a malta a mais umas voltas de animada dança. Para acompanhar havia bifanas e outras coisas nas habituais barracas que acompanham todas as festas que se vão realizando pelas aldeias. Este ano até havia uma rifa. Tentei a sorte mas apenas adocei a boca.

Pelas duas da manhã o arraial terminou. Havia que poupar forças para os dias que se seguiam.

No Sábado, a manhã foi de descanso. De tarde os Zíngaros de Carrazeda animaram as ruas da aldeia com as suas músicas e danças dos gigantones. É bom ver que este grupo que esteve quase extinto, está agora cheio de força e integra muitos elementos jovens, que não deixarão morrer mais este símbolo de Carrazeda.

Tenho que me penitenciar mas não assisti ao jogo de futebol de 11 que se realizou entre as equipas de Zedes e a de Parambos. O resultado foi favorável a Zedes. Os comentários que me chegaram evidenciavam as prestações de alguns jogadores de Zedes mais maduros e experientes, craques de outras épocas, em detrimento das fracas prestações dos mais jovens que possivelmente não recuperaram plenamente do “esforço” do arraial.

À noite marcou presença o organista Mário Madeira. Festa em Zedes já rima com Mário Madeira tal é o número de vezes que este organista tem animado a nossa aldeia! E cada vez está melhor, é como o vinho do Porto! Às vezes no órgão outras no acordeão, acompanhado pelos seus dois filhos, faz os pés dos coxos saltarem com vontade de dançar. Foi seguramente a noite mais animada da festa. Claro que o Rumo Nordeste tinham mais classe, mas quem repara nisso na hora de procurar um par e dar quatro ou cinco voltas ao recinto?

Também me recolhi às duas da manhã mas ouvi relatar que a festa se prolongou muito para além dessa hora.

No Domingo o dia começou com futebol feminino. Devo dizer que a equipa de Zedes não me inspirava muita segurança, mais pelo equipamento que envergavam (às riscas verdes e brancas). Esse sentimento desvaneceu-se quando vi a mestria com que pontapeavam a bola, cabeceavam ou metiam em profundidade em lances rápidos. A plateia estava encantada, principalmente os pais e as mães das atletas que assistiam babados com as habilidades das suas jovens. A equipa portou-se bem, ganhou e mostrou um grande fairplay cumprimentando as suas adversárias no final do jogo e saudando o público que tanto as acarinhou.

Estava também previsto um jogo de infantis mas acabou por não se realizar. Será que não há crianças em Zedes? Possivelmente não.

A meio da tarde chegou a Banda de Música de Vila Flor. A filarmónica é sempre necessária para dar aquele toque de festa que nos fazer recuar no tempo. Desfilaram, alinhadinhos, pelas ruas da aldeia.

Claro que faltaram os habituais foguetes para completar o quadro mas a sua ausência é para evitar os fogos e eu estou plenamente de acordo. Nunca foi muito adepto dos foguetes e uma grande fatia do orçamento das Comissões de Festas ia para o fogo. Passamos bem sem ele.

A Eucaristia foi longa e muito participada. Seguiu-se a tradicional procissão pelas ruas da aldeia. Os andores estavam muito bem decorados, com flores naturais, ostentando as mais variadas cores. Não faltaram jovens para os transportarem mostrando que estão ultrapassadas as crises de alguns tempos.

A frescura do fim de tarde ajudou e o sol recolheu-se pouco depois da procissão. Os andores (à excepção do de Santa Bárbara), foram colocados no adro da igreja. Depois de mais um conjunto de fotografias, tive direito a uma lição de história e arte sacra dada pelo Sr. Padre Bernardo sobre as vidas de S. Roque e de Sta Margarida. Foi delicioso ouvi-lo desvendar pormenores sobre as imagens e sobre a vida destes dois santos. Depois da interpretação das imagens, passei a olha-las com outros olhos. Muita gente apreciou a ideia deste dois santos integrarem a procissão.

Quem pensava que o pessoal estava cansado para o terceiro dia de arraial, desengane-se. Lá estávamos todos para dançar os mesmos ritmos, as mesmas músicas, desta vez pela interpretação do conjunto “Atitude”. O grosso das pessoas que participaram nos três dias de arraial eram de Zedes, muitas delas imigrantes acompanhados das suas famílias residentes, mas também havia muita gente de Pereiros, Areias, Amedo, Freixiel, etc.

Foram entregues os prémios das actividades desportivas com a equipa de futebol feminina a receber a maior ovação da noite.

Já a festa ia adiantada quando foi anunciada a inflação dos preços das bebidas em 50%. A partir das duas da manhã seriam gratuitas!

Como terminou a noite? Não sei. Apenas vos digo que foram três dias com Zedes em grande forma. Uma aldeia cheia de vida, de música e alegria.

Mesmo sabendo que apenas há um Agosto em cada ano, é bom saber que o calor humano que se faz sentir “recarrega as baterias” de muitos que em breve voltarão para os seus locais de trabalho.

Esta página cá estará para os acompanhar até ao próximo Agosto.

 

Aníbal Gonçalves 07-08-2006

 
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O que pensa de Zedes nos meses de Verão?
 
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