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Com a reestruturação das freguesias forçada pela interversão da Comunidade Europeia no resgate a Portugal, a Freguesia de Zedes está neste momento numa fase bastante complicada da sua existência. Qual será o seu futuro?
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Zedes e a Casa da Moura PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
Escrito por Aníbal Gonçalves   
Quinta, 02 Abril 2009 00:00

Aldeia do concelho de Carrazeda de Ansiães vive à sombra de Anta megalítica
O aspecto renovado e limpo das ruas da freguesia funde-se com a sua antiguidade e origem remota. Rumo a Zedes, a seis quilómetros de Carrazeda de Ansiães, a Anta, baptizada com o nome da freguesia, é a primeira paragem obrigatória para quem pretende perder-se entre maravilhas arqueológicas e patrimoniais da região.


Conhecida, também, como a Casa da Moura, conta-se que terá sido uma moura a trazer, à cabeça, a pedra que cobre as outras, enquanto carregava o seu filho às costas e enrolava um novelo de lã.
Com origem, ao que se supõe, entre o final do Neolítico e a Idade do Bronze, a anta é um monumento megalítico funerário, construído para prestar culto aos mortos. Integra oito esteios inclinados de formas diferentes e tampa, formando uma câmara poligonal. No seu interior, é possível descobrir vestígios de pintura mural que retratam, possivelmente, figuras humanas e de animais.
É possível ver, ainda, um báculo sobre um conjunto de linhas onduladas, bem como duas representações antropomórficas, fossetes e sulcos num dos esteios.
Segundo alguns estudos, a Casa da Moura estaria relacionada com um habitat, do qual foram descobertos, em escavações efectuadas, fragmentos de peças de cerâmica e um instrumento cortante de sílex.
Entrando na localidade, as ruas ordenadas conduzem ao largo da Igreja matriz, do século XVIII, onde se ergue, também, o solar brasonado da Casa Barbosa, bem como a sua capela datada de 1873. “Era uma das famílias mais importantes da região, que empregava e ajudou muitas pessoas da aldeia”, explicou o presidente da Junta de Freguesia de Zedes, António Lopes.
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Freguesia é povoada desde a pré-história e conta, actualmente, com 170 habitantes

Os turistas podem, ainda, visitar as capelas de Santa Margarida e a de São Roque do século XVII ou passar os olhos pelas diversas casas tradicionais em granito, com varandas de ferro forjado ou de madeira. “Antes vinham pessoas de todo o País para visitar Zedes, mas agora o turismo diminuiu bastante”, lamenta o autarca.
Povoada desde a pré-história, como comprova a presença da Anta na localidade, a própria toponímia de Zedes é anterior à nacionalidade. O nome da localidade deverá derivar do nome árabe de Zeide, Zaida ou Zeida, que era a filha de um rei mouro de Sevilha (Espanha).
Após converter-se ao cristianismo e ser baptizada com o nome de Maria, a princesa casa com Afonso XI de Castela.

Por: Sandra Canteiro
Fonte: Jornal Nordeste

 

Actualizado em Sexta, 23 Julho 2010 02:03